IPREVIVER

"...doravante serás pescador de homem."
Lucas 5:10

A SENDA DO CALVÁRIO (I - QUEBRANTAMENTO)

Desejamos tratar com muita simplicidade deste tema - avivamento. Avivamento é tão somente a vida do Senhor Jesus derramada em corações humanos. Jesus é sempre vitorioso. No céu Ele está sendo louvaod perenemente por sua vitória. Qualquer que seja nossa experiência de fracasso e aridez, Ele jamais é derrotado. Seu poder é ilimitado. De nossa parte, o que temos a fazer é somente colocar-nos num relacionamento acertado com Ele, e veremos seu poder demonstrado em nossa vida e serviço. Sua vida vitoriosa nos encherá, e transbordará através de nós para alcançar outros. Em sua essência, isso é avivamento.

Entretanto, para que possamos estabelecer esse relacionamento adequado com Ele, a primeira coisa que precisamos aprender é que nossa vontade tem de ser quebrantada e conformada com a vontade dEle. Ser quebrantado é o início do avivamento. É algo doloroso e humilhante, mas é o único caminho. Quer dizer: "Mão mais eu, mas Cristo". O Senhor Jesus só poderá viver plenamente em nós e revelar-se através de nós quando o orgulhoso eu dentro de nós for quebrado. Isso simplesmente quer dizer que o resistente e obstinado eu, que se justifica, que quer impor sua vontade, lutar por seus direitos e buscar sua própria glória, finalmente se curva à vontade de Deus, admite o seu erro, submete-se a Jesus, abre mãos dos seus direitos, e se desfaz da sua própria glória - para que o Senhor Jesus possa ser tudo e ter tudo. Em outras palavras, é morrer para o eu e seus desejos.

Se examinarmos nossa vida cristã, veremos quanto desse eu existe em cada um de nós. Com que frequência o eu tenta viver a vida cristã! (O simples fato de usarmos a palavra "tenta" indica que o eu é quem tem a responsabilidade.) É o eu, também, que muitas vezes está fazendo o nosso trabalho cristão. É sempre o eu que se irrita, que se torna invejoso, ressentido, crítico e preocupado. O eu é duro e inflexível em sua atitude para com os outros. É o eu que é tímido, acanhado e reservado. Não é de admirar que precisamos ser quebrantados. Enquanto o eu estiver no controle, pouca coisa Deus pode fazer conosco, porque o fruto do Espírito (Gl 5:22-23), com o qual Ele anseia nos encher, é a antítese completa desse espírito resistente e inflexível dentro de nós, e pressupõe que o eu já tenha sido crucificado.

O quebrantamento tanto é obra de Deus como nossa. Deus nos pressiona, mas nós temos de fazer a escolha. Se de fato estivermos abertos à convicção de pecado e buscarmos a comunhão com Deus (e a disposição de andar na luz é a condição essencial para a comunhão com Deus), Ele nos mostrará as expressões desse orgulhoso e inflexível eu que lhe causa tristeza. Nossa atitude, então, pode ser a de endurecer a nossa cerviz, recusando arrepender-nos, ou podemos curvar a cabeça e concordar com Deus dizendo: "Sim, Senhor". O quebrantamento na experiência diária é simplesmente a reação da humildade à convicção de Deus, e visto que essa convicção é contínua, precisaremos ser quebrantados continuamente. Isso pode ser muito custoso, quando vemos toda a submissão de direitos e interesses egoístas que isso envolve, e as confissões e restituições que às vezes poderão ser necessárias.

Por essa razão, não seremos quebrantados a não ser aos pés da cruz. A prontidão de Jesus de ser quebrantado por nós é o motivo que nos compele a ser quebrantados também. Ele, que subsistiu em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus, mas se esvaziou por nós e tomou a forma de servo - servo de Deus e servo dos homens. Nós o vemos pronto a renunciar todos os seus direitos, sem um lar, sem possessões, permitindo que os homens o injuriassem sem revidar, pronto a deixar que o pisassem sem se vingar nem se defender. Acima de tudo, nós o vemos quebrado, caminhando submisso ao Calvário, a fim de se tornar o bode expiatório dos homens, levando os pecados deles em seu próprio corpo sobre o madeiro. Numa passagem tocante de um salmo profético, ele diz: "Sou verme e não homem" (Sl 22.6).

Os que já estiveram em terras tropicais contam que há uma grande diferença entre uma cobra e um verme, quando se procura atacá-los. A cobra ergue-se, assobia e avança - um quadro adequado do nosso eu. Mas o verme não oferece resistência, deixa você fazer o que você quiser com ele, chutá-lo ou amassá-lo debaixo do seu calcanhar - uma figura do verdadeiro quebrantamento. Jesus se dispôs a ser exatamente isso por nós - verme e não homem; e ele o fez porque foi assim que ele nos viu - vermes que haviam perdido todos os direitos, devido ao pecado, só merecendo o inferno. Ele agora nos chama para tomar o lugar que nos pertence, o de vermes por amor a Ele e juntamente com ele. Todo o Sermão do Monte, com seus ensinos - retribuir o mal com o bem, amar os inimigos, agir desiteressadamente - pressupõe ser essa a nossa posição. Mas só a visão do amor que se dispôs a ser quebrantado por nós pode nos constranger a agir assim.

Todavia, morrer para o eu não é algo que fazemos de uma vez por todas. Pode haver um morrer inicial, quando Deus a princípio mostra essas coisas, mas daí por diante será um morrer constante, porque só assim pode o Senhor Jesus se revelar constantemente através de nós (2 Co 4:10). Durante o dia todo, a escolha estará diante de nós de mil maneiras. Isso significará nenhum plano ou tempo, ou dinheiro, ou prazer próprio. Antes uma constante submissão aos que estão ao nosso redor, porque a nossa submissão a Deus se mede por nossa submissão ao homem. Cada humilhação, cada um que nos prova e contraria é uma maneira de Deus nos quebrantar, para que assim haja uma abertura maior para Cristo viver sua vida em nós.

O fato é que a única vida que agrada a Deus, e que pode ser vitoriosa, é a vida dEle - jamais a nossa, por mais que nos esforcemos. Mas em vista de nossa vida egocêntrica ser exatamente o oposto da vida dele, não podemos nunca ser cheios de sua vida a não ser que estejamos prontos a permitir que Deus conduza nossa vida à morte constantemente. E nisso temos de cooperar mediante a nossa escolha moral.

<< voltar

Igreja Presbiteriana Reviver Londrina
Rua Fulgêncio Ferreira Neves, 263
CEP: 86076-010
Londrina PR
© Todos os direitos reservados.

contato@ipreviver.com.br
(43) 9959-2524

"Os Teus olhos me viram a substância ainda informe e no Teu Livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escritos e determinados, quando nenhum deles ainda haviam". Salmos 139:16

VOCÊ NÃO É UMA OBRA DO ACASO!

Aryontec